Editorial VII ::

 

NEM TODOS QUE DIZEM SENHOR, SENHOR, ENTRARÃO NO REINO DOS CÉUS

 

Existem pessoas que tem comportamentos superficiais de participações religiosas.

Elas vão a suas igrejas rezam as suas rezas falam das suas crenças cometem algum tipo de atividades físicas ou financeiras e param ai como se tivessem concluído seus caminhos perenes para a eternidade

Para elas, o reino dos céus está garantido no limite de sua compreensão.

Isto é tudo que existe, no universo do infinito.

Nunca perceberam, que a religiosidade está no sentimento das pessoas e não apenas em atos triviais de ações voluntariosas, que mais parece um cacoetes pelo automatismo em que se repetem.

Como se pode ser teórico numa vivência e como pode a teoria ter um pragmatismo antagônico aos princípios fundamentais da doutrina a religiosidade?

 Está no sentimento do amor aflorado.  No peito aberto para a paz, para o perdão para a entrega sincera, a sabedoria divina, o transformar das chagas da injustiça em crescimento.

É o que leva o merecimento

Nem todos que dizem Senhor, Senhor entrarão no reino dos céus.

Como pode ser um homem de Cristo, aquele que histericamente esbraveja palavras desconexas, injustas,  infundadas, que fere,  que denigre, que comete os mais desvairados desatinos, pelo vil prazer de ostentar sua vaidade.

Como a maldade pode ser prova de amor cristão?!

Amai ao próximo como a si mesmo, disse o Senhor.

Beijar alucinadamente os pés da imagem do Senhor do Bonfim, como um ato eleitoreiro não é fervor.

 Pode ser o começo da loucura ou ato de exibicionismo cínico, pobre, desvairado.

Há quem confunda,  amor com perversidade. Encontra na vaidade pessoal, as respostas de sua fé.

 Que esperam pessoas como essas, sendo mortais inacabados, resolvem assumir o papel de poderosos senhores dos atos e ações dos outros,  impondo que todos submetam as suas impulsões de delírios de vaidade?

De que é feito pessoas como essas, que impedem liberdade de crê,  de ser,  de ir,  de vir, de falar, de ouvir, de escolher,  de devotar sua fé?

Não existe compreensão sadia, que possa entender esse comportamento alucinado, doentio, esquivo. Esse prejuízo da natureza, com certeza comprometido com o capeta.

 O dia da festa do Senhor do Bonfim foi marcado pela passagem bíblica do Bom Samaritano. O padroeiro, como em seus ensinamentos repetidos, estaria nos lembrando, que todos que, nem todos que dizem Senhor, Senhor,  entraram no reino dos Céus: essas são as palavras do Senhor.

 

 

Roberto Ribeiro de Andrade

Diretor da 97 fm

Presidente da Associação Comunitária de Comunicação Sócio Cultural de Bocaiúva- ACONSOL

 

     

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