Editorial VI

 

 A Criadora de Marionetes

 

No mesmo instante em que, acontece qualquer fato macabro,  a TV entra em nossa casa com a nossa permissão, é claro e despeja o lixo noticioso para todos, indistintamente, como se todas as pessoas, tivessem a mesma capacidade de compreensão.

 Nem por isso, desligamos a tv, nem por isso, discutimos o assunto com as crianças  para melhor compreensão, nem por isso, tomamos qualquer atitude.

Ficamos prostrados na frente da telinha, como se o nosso fundilho estivesse colado na poltrona, ou fossemos algum móvel da casa,  exposto ali,  sem qualquer serventia,  senão,  para decorar o ambiente.

 Freqüentemente, nos incorporamos o jeito de vestir, de falar, de agir, dos personagens das novelas,  passamos a imitá-los: os trejeitos das figuras exóticas,  nos programas de variedades,  a repetir os comportamentos bizarros dos apresentadores.

Parece, que com a TV,  voltamos a nossa fase mais rudimentar de vida: a imitação,  comum aos animais irracionais e as crianças em sua fase inicial de crescimento.

 Passamos a ser marionetes, manipulados pelo estímulos,  projetados pela tv.

Ela manda e nós obedecemos, sem qualquer restrição.

A mídia:  o rádio,  os outdoors, as revistas, os jornais e a tv especialmente, utilizando recursos ideológicos, tem manipulado a nossa opinião.

Muitas das vezes, o convencimento é camuflado, como acontece na merchandising, aquele jeito maneiro de falar como se fosse verdade por meios das novelas, das conversas das imagens projetadas nas novelas tem um papel especial fala ao nosso sentimentos.

Esse recurso no leva l a imaginar um paraíso próximo que nunca será alcançado, mas que nos obriga ao comportamento comercial e imediato.

 Existe também a forma criminosa de projeção sublinhar permeada de truques imperceptíveis diretamente ao nosso inconsciente.

Hoje somos passivos prisioneiros da mídia, especialmente da tv.

Quando éramos pequenos fomos confinados a uma baba eletrônica: a tv. Crescemos e passamos a usá-la como nossa conselheira, nossa confidente, nossa condutora para o mundo irreal ao passo, que em nossa mudez, repatriamos o mesmo espaço, com toda a família, que embasbacada repete os mesmo sentimentos de adoração a tv.

Existem aquelas pessoas, que desprezando o poder de convencimento da tv, se queixam da falta de respeito dos filhos aos pais, dos mais novos aos mais velhos, às autoridades etc.

O respeito não nasce das imposições.

O respeito não e comprado nas casas comerciais nem é gerado pelo controle remoto.

O respeito é uma atitude gerada pela coerência.

Como podem ser respeitados esta pessoas ausentes, que se alienam diante da tv endeusando o que acontece na telinha como se dali saísse a verdade absoluta?

 E T V é a nova “tia” dos primeiros anos da escola, é a eficiente baba das crianças, a formadora da consciência dos jovens, das donas de das e dos senhores pais. Ela está sendo absoluta na formação de opinião das crianças e dos adultos.

 Com a pedagogia da alienação tem sido, a TV, o único caminho: os filhos sem alternativas não chegam a conhecer se não a superficialidade da vida

Os pais  isolados  e sem merecer respeito, enfraquecidos, como ultima alternativa, nada mais tem senão  lamentar a mudança das atitudes.

Sem alternativa se enfurnam na telinha da tv o ultimo refugio para o  alento de todos aqueles que  desistem da vida e se submetem à droga, mesmo que seja a droga eletrónica,   para esquecer a realidade. 

 

Roberto Ribeiro de Andrade

Diretor da 97 fm

Presidente da Associação Comunitária de Comunicação Sócio-cultural de Bocaiúva - ACONSOL

 

     

|Quem Somos | Editoriais | A Equipe | História da 97 | Campanhas | Legislação | Links | Parceria Estudantil | Encontros da Juventude| | Fale Conosco | Como Anunciar | Home |